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Imagem: Gabriel Viñals

Ruth Llana. Puerta de madera cerrada (Ejemplar único, 2015)


 


 

Porta de madeira fechada

 

Não nos resta orgulho para dar para receber não nos resta   nem nome nem sepultura só um jeito desbocado de fazer nome das coisas como se as coisas não pudessem fazer a ti a mim a seu paralelismo a simples maneira; como se as coisas, por uma vez: uma porta aberta   uma porta que se fecha, uma porta fechada; através da queda da sua pintura, pode ser qualquer qualidade, por isso não era nem para dar nem para receber, apenas caminhamos como gesto e podridão (isso que se repete). Como o cavalo sossegado que atravessa limiares e não é nem para o dar nem para o receber nesta casa. Pelos seus sapatos quietos os pés vão ao chão; sujos não têm sentido mas serão o seu barro, a sua demora, o seu dado e recebido, esse pequeno resquício pelo que finalmente vais; pelo que finalmente atravessas


 

Porta de madeira pechada

 

Non nos queda orgullo para dar para recibir non nos queda   nin nome nin sepultura só unha maneira desbocada de facer nome das cousas coma se as cousas non puidesen facer a ti a min a seu paralelismo a simple modo; coma se as cousas, por unha vez: unha porta aberta   unha porta que se pecha, unha porta pechada; a través da caída a súa pintura, pode ser calquera cualidade, por iso non era nin para dar nin para recibir, só camiñamos como xesto e podremia (iso que se repite). Coma o cabalo sosegado que atravesa limiares e non é nin para dalo nin para recibilo nesta casa. Polos seus zapatos quedos os pes van ao chan; suxos non teñen sentido pero serán a súa lama, a súa demora, o seu dado e recibido, ese pequeno refugallo polo que finalmente vas; polo que finalmente pasas


Puerta de madera cerrada

 

No nos queda orgullo para dar para recibir no nos queda   ni nombre ni sepultura solo una manera desbocada de hacer nombre de las cosas como si las cosas no pudieran hacer a ti a mí a su paralelismo a simple modo; como si las cosas, por una vez: una puerta abierta   una puerta que se cierra, una puerta cerrada; a través de la caída su pintura, puede ser cualquier cualidad, por eso no era ni para dar ni para recibir, solo caminamos como gesto y podredumbre (eso que se repite). Como el caballo sosegado que atraviesa umbrales y no es ni para darlo ni para recibirlo en esta casa. Por sus zapatos quietos los pies van al suelo; sucios no tienen sentido pero serán su barro, su demora, su dado y recibido, ese pequeño resquicio por el que finalmente vas; por el que finalmente pasas

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