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Imagen: Jia Zhangke

Inés Ramón. Anatémein. Tigres de Papel, 2016

30

No ha quedado nadie en mí.

 

Ni la lluvia,

inaudible del espacio por donde se vertía el miedo.

 

Ya no hay nadie en la mudez

de mis dos manos.

 

He olvidado el nombre,

completamente todos los nombres

deshechos en la niebla.

 

Hubo también,

una palabra

que nunca alcancé a decir.


30

Non quedou ninguén en min.

 

Nin a choiva,

inaudíbel do espazo por onde se vertía o medo.

 

Xa non hai ninguén na mudez

das miñas mans.

 

Esquecín o nome,

completamente todos os nomes

desfeitos na néboa.

 

Houbo tamén,

unha palabra

que nunca fun quen de dicir.


30

Não ficou ninguém em mim.

 

Nem a chuva,

inaudível do espaço onde vertia o medo.

 

Já não há ninguém na mudez

das minhas duas mãos.

 

Esqueci o nome,

completamente todos os nomes

desfeitos na névoa.

 

Houve também,

uma palavra

que nunca cheguei a dizer.

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