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Imaxe: Elégia. Zoltán Huszárik

Do Extermínio. Jaime Rocha. Relógio D’água. 1995


1.

A cidade encontra um pássaro dentro do

espelho. E nessa visão o homem descobre um nervo,

um sentido. Debaixo de uma fonte apodrece

a estátua. A sua alma debate-se contra os muros.

Desfaz-se numa linha obscura entre rosas.

Também outras flores que o mundo cria

ao amanhecer, escondidas, de costas para uma

grande tela de plástico. E nesse abismo, na cratera

luminosa nasce outra vez o crime desse pássaro.


1.

A cidade encontra un paxaro dentro do

espello. E nesa visión o home descobre un nervio,

un sentido. Debaixo dunha fonte podrece

a estatua. A súa alma debátese contra dos muros.

Desfáise nunha liña escura entre rosas.

Tamén outras flores que o mundo cría

ao amencer, escondidas, de costas para unha

grande tela de plástico. E nese abismo, no cráter

luminoso nace outra vez o crime dese paxaro.


1.

La ciudad encuentra un pájaro dentro del

espejo. Y en esa visión el hombre descubre un nervio,

un sentido. Debajo de una fuente se pudre

la estatua. Su alma se debate contra los muros.

Se deshace en una línea oscura entre rosas.

También otras flores que el mundo crea

al amanecer, escondidas, de espaldas a una

gran tela de plástico. Y en ese abismo, en el cráter

luminoso nace otra vez el crimen de ese pájaro.

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