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Cláudia R. Sampaio. Os dias da corja, 2014. do lado esquerdo

El peso de los otros

Al Hombre tanto le da la naturaleza
si anda abismado, con otros
a cuestas
cuando llega a la meta
ya los perdió a todos
y es entonces cuando mira al cielo
y siente la lluvia, tan nueva

al Hombre tanto le da el verbo
si se multiplica por los actos
cuando cae en la cuenta, ya son muchos
y después la tierra se balancea
y es la cabeza que se inventa a dios

a mí, tanto me da el Hombre
soy espuma en la ola
me deshago pero vuelvo
y sólo existo de vez en cuando.


O peso dos outros

Ao Home tanto lle ten a natureza
se anda abismado, con outros
ás costas
cando chega á meta
xa os perdeu a todos
e é entón que mira ao ceo
e sente a choiva, tan nova

ao Home tanto lle ten o verbo
se se multiplica polos actos
cando se dá de conta, xa son moitos
e despois a terra abálase
e é a cabeza quen inventa a deus

a min, tanto me ten o Home
son espuma na onda
desfágome mais volto
e só existo de vez en cando.


O peso dos outros

Ao Homem tanto faz a natureza
se anda abismado, com outros
às cavalitas
quando chega à meta
já os perdeu a todos
e depois é que olha o céu
e sente a chuva, tão nova

ao Homem tanto faz o verbo
se se multiplica pelos actos
quando dá por ele, já são muitos
e depois a terra abala-se
e é a cabeça que inventa deus

a mim, tanto me faz o Homem
sou espuma na onda
desfaço-me mas volto
e só existo de vez em quando.

 

 

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