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de-paso-a-la-ya-tan

Ángela Segovia. de paso a la ya tan, 2013. ÁRTEse quien pueda.

um que caminha

 

que tirava alguma coisa do buraco do ventre

algo como um maço de tabaco e dentro

há o que parece um pássaro pequeno depenado ou

que não vá embora o barco que não vá

amanhã desarribada cigarro ao

oco

na farpa duma rama repousa enredado

e ainda assim

não chega

ou que não vá embora não e dispõe de fio

agasalhos testa franzida drama tudo o que é necessário

algo como um velho que se faz verme

para que o engulam que se faz crustáceo

e pela concha o levam

e depois da longa viagem pântano obscuro da nevevem

no meio duma rua

apura os segundos do som que o segue,

dos pés cortados absolutamente

como andará aquele homem

ou como andou até cá

o multibanco onde a fila se arma

para se extrair a vida

e a espera exata aí

os curativos ainda moles

como é possível a neve

rotura e viro os olhos, lembra varsóvia

e vira os olhos e tortura ou entorse

de rua em rua

como é possível que se oiça ainda atrás


un que camiña

que sacaba algo do buraco do ventre

algo coma un paquete de tabaco e dentro

hai o que semella un paxaro pequeno desplumado ou

que non se vaia o barco que non se vaia

mañá desacantilada cigarro ao

oco

na estela dunha ponla repousa enleado

e aínda así

non chega

ou que non se vaia non e dispón fío

roupa de abrigo ruchado sobrancello drama todo o necesario

algo coma un vello que vira verme

para que o traguen que vira crustáceo

e pola cuncha lévano

e tras a longa viaxe pantano escuro da neveven

no medio dunha rúa

apura os segundos do son que o segue,

dos pés cortados absolutamente

como andará aquel home

ou como andou até aquí

o caixeiro onde a cola se arma

para extraerse a vida

e a espera exacta aí

as vendas aínda moles

como é posíbel a neve

rotura e volto os ollos, lembra varsovia

e volta os ollos e tortura ou torcedura

de rúa en rúa

como é posíbel que se ouza aínda atrás


uno que camina

que se sacaba algo del agujero del vientre

algo como una cajetilla y dentro

hay lo que parece un pájaro pequeño desplumado o

que no se vaya el barco que no se vaya

mañana desacantilada cigarro al

hueco

en la astilla de una rama reposa enredado

y aun así

no llega

o que no se vaya no y dispone hilo

ropa de abrigo ceño drama todo lo necesario

algo como un viejo que se hace gusano

para que se lo traguen que se hace crustáceo

y por la concha lo llevan

y tras el largo viaje pantano oscuro de la nieveviene

en mitad de una calle

apura los segundos del sonido que lo sigue,

dos pies cortados absolutamente

cómo andará aquel hombre

o cómo anduvo hasta aquí

el cajero donde la cola se arma

para extraerse la vida

y la espera exacta ahí

los vendajes aún blandos

cómo es posible la nieve

rotura y vuelvo los ojos, recuerda varsovia

y vuelve los ojos y tortura o torcedura

de calle en calle

cómo es posible que se oiga aún atrás





Revisora da tradução para o português: Sara I. Veiga

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