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Imagem: Sunrise. Murnau

Ana Hatherly. 351 Tisanas. 1997. Quimera

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Estou no meu cuarto. Deitada na miña cama. A luz está acesa. Escoito música. Penso en ti mais non é en ti. É un ti abstracto porque a túa ausencia é unha lesión incurábel que se desmaterializa co tempo. Por fin adormezo. Cando esperto pola mañá síntome feliz por ter conseguido durmir.


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Estoy en mi cuarto. Acostada en mi cama. La luz está encendida. Escucho música. Pienso en ti pero no es en ti. Es un tú abstracto porque tu ausencia es una lesión incurable que se vuelve inmaterial con el tiempo. Por fin adormezco. Cuando despierto por la mañana me siento feliz por haber conseguido dormir.


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Estou no meu quarto. Deitada na minha cama. A luz está acesa. Oiço música. Penso em ti mas não é em ti. É um tu abstracto porque a tua ausência é uma lesão incurável que se imaterializa com o tempo. Por fim adormeço. Quando acordo de manhã sinto-me feliz por ter conseguido dormir.

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