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Foto: André Kertész

Do Extermínio. Jaime Rocha. Relógio D’água. 1995

34

Nadie sabe porque una mujer

se mata al encuentro de un tren.

Ni porque se guardan las flores

en un cajón. Sólo el espejo piensa

con sus raíces dóciles, cortando

las venas siempre que la lluvia para

y la sequedad toma cuenta de las palabras.

Hay un rostro que refleja todo eso,

una fotografía enclaustrada en un

museo. Pero es una reliquia, un hallazgo

intocable, una especie de ángel

que habita dentro del pecho y se

desplaza hacia dentro.


34

Ninguén sabe porque unha muller

se mata no encontro dun tren.

Nin porque se gardan as flores

nunha gabeta. Só o espello pensa

coas súas raíces dóciles, cortando

as veas sempre que a choiva para

e a sequidade toma conta das palabras.

Hai un rostro que reflicte todo iso,

unha fotografía encaixilhada nun

museo. Mais é unha reliquia, un achado

intocábel, unha especie de anxo

que habita dentro do peito e se

despraza para dentro.


34

Ninguém sabe porque uma mulher

se mata de encontro a um comboio.

Nem porque se guardam as flores

numa gaveta. Só o espelho pensa

com suas raízes dóceis, cortando

as veias sempre que a chuva pára

e a secura toma conta das palavras.

Há um rosto que reflecte tudo isso,

uma fotografia encaixilhada num

museu. Mas é uma relíquia, um achado

intocável, uma espécie de anjo

que habita dentro do peito e se

desloca para dentro.

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