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VIDEOPOEMA DO COLECTIVO FiiNDA
Dirección e montaxe: Miriam Rodriguez
Cámara e fotografía: Pablo Kaufmann

Texto e voz: Xabi X. Xardon

 

Dormes no lugar da orixe agardando os corpos

onde todo pasa e nada acaba nunca de acabar.

Agárraste a esta pel de voz aniñando en onte.

O aire entre a montaxe incomunica.

 

As xanelas que vas ver deitan marcas de freada nas estancias en que residen as

extremidades.

Gústame verte así, coma se houbese lugar para nós nalgures, coma se algures fose unha

cidade habitable baixo o sol público do inverno.

 

O comezo era un recordo e a súa vaguidade

e o seu tempo limiares superpostos á túa boca,

os sinais das marxes sobre a lingua, muros en formol ou

sombra a saltos; ese algo que se move fronte á tiranía do espello.

 

Alguén pronunciará barricada canto antes

para que o ventilador te escoite arrincando as follas

do almanaque: xaneiro, febreiro, marzo, abril, maio, xuño, xullo outubro

 

agardas polos rostros na fronteira dos espazos

onde a tarde arde lume baixo

coma estes pasos

coma estes pasos

coma estes pasos


Dormes no lugar da origem aguardando os corpos

onde tudo acontece e nada acaba nunca de acabar.

Agarras-te a esta pele de voz aninhando no ontem.

O ar entre a montagem incomunica.

 

As janelas que vais ver deitam marcas de travagem nas estâncias em que residem as

extremidades.

Gosto de te ver assim, como se houvesse lugar para nós algures, como se algures fosse uma

cidade habitável sob o sol público do inverno.

 

O começo era uma recordação e a sua vagueza

e o seu tempo limiares sobrepostos à tua boca,

os sinais das margens sobre a língua, muros em formol ou

sombra aos saltos; esse algo que se move perante a tirania do espelho.

 

Alguém pronunciará barricada quanto antes

para que o ventilador te escute tirando as folhas

do almanaque: janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho outubro

 

aguardas pelos rostos na fronteira dos espaços

onde a tarde arde lume brando

como estes passos

como estes passos

como estes passos


Duermes en el lugar del origen esperando los cuerpos

donde todo pasa y nada acaba nunca de acabar.

Te agarras a esta piel de voz anidando en ayer.

El aire entre el montaje incomunica.

Las ventanas que vas a ver dejan marcas de frenada en las estancias en que residen las

extremidades.

Me gusta verte así, como si hubiese lugar para nosotros en algún lugar, como si ese lugar fuese una

ciudad habitable bajo el sol público del inverno.

El comienzo era un recuerdo y su vaguedad

y su tiempo umbrales superpuestos a tu boca,

las señales de los márgenes sobre la lengua, muros en formol o

sombra a saltos; ese algo que se mueve frente a la tiranía del espejo.

Alguien pronunciará barricada cuanto antes

para que el ventilador te escuche arrancando las hojas

del almanaque: enero, febrero, marzo, abril, mayo, junio, julio octubre

esperas por los rostros en la frontera de los espacios

donde la tarde arde fuego lento

como estos pasos

como estos pasos

como estos pasos


Revisora da tradução para o Português: Sara I. Veiga

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