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Imagem: Jesse Jewhurst Hilder

António Ramos Rosa. Volante Verde, Moraes Ed. 1986.

Te escribo con el fuego y el agua

Te escribo con el fuego y el agua, Te escribo
en el sosiego feliz de las hojas y de las sombras.
Te escribo cuando el saber es sabor, cuando todo es sorpresa.
Veo el rostro oscuro de la tierra en confines indolentes.
Estoy cerca y estoy lejos en un planeta inmenso y verde.

Lo que busco es un corazón pequeño, un animal
perfecto y suave. Un fruto reposado,
una forma que no nació, un torso ensangrentado,
una pregunta que no escuché en lo inanimado,
un arabesco tal vez de mágica levedad.

¿Quién ignora el surco entre la sombra y la espuma?
Se apaga un planeta, se enciende un árbol.
Las colinas se inclinan en la embriaguez de los barcos.
El viento me abrió los ojos, vi el follaje del cielo,
el gran soplo inmóvil de la primavera efímera.

 


Escríboche co lume e a auga

Escríboche co lume e a auga. Escríboche
no sosego feliz das follas e das sombras.
Escríboche cando o saber é sabor, cando todo é sorpresa.
Vexo o rostro escuro da terra en confíns indolentes.
Estou preto e estou lonxe nun planeta inmenso e verde.

O que procuro é un corazón pequeno, un animal
perfecto e suave. Un froito repousado,
unha forma que non naceu, un torso ensanguentado,
unha pregunta que non ouvín no inanimado,
un arabesco talvez de máxica levedade.

Quen ignora o suco entre a sombra e a escuma?
Apágase un planeta, acéndese unha árbore.
Os outeiros inclínanse na embriaguez dos barcos.
O vento abriume os ollos, vin a follaxe do ceo,
o grande sopro inmóbel da primavera efémera.


Escrevo-te com o fogo e a água

Escrevo-te com o fogo e a água. Escrevo-te
no sossego feliz das folhas e das sombras.
Escrevo-te quando o saber é sabor, quando tudo é surpresa.
Vejo o rosto escuro da terra em confins indolentes.
Estou perto e estou longe num planeta imenso e verde.

O que procuro é um coração pequeno, um animal
perfeito e suave. Um fruto repousado,
uma forma que não nasceu, um torso ensanguentado,
uma pergunta que não ouvi no inanimado,
um arabesco talvez de mágica leveza.

Quem ignora o sulco entre a sombra e a espuma?
Apaga-se um planeta, acende-se uma árvore.
As colinas inclinam-se na embriaguez dos barcos.
O vento abriu-me os olhos, vi a folhagem do céu,
o grande sopro imóvel da primavera efémera.

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