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Verónica Aranda. Dibujar una isla, Reino de Cordelia 2017


La casa miedo

EL MIEDO se alimenta

de una quinoa oscura. Caen escombros

y se derrama harina de amaranto.

Ahora que el tiempo se dilata,
algo nos paraliza.
Dejamos que el desprecio
se haga moho en la encimera.
Guardamos bajo llave
las copas transparentes.


A casa medo

O MEDO aliméntase

dunha quinoa escura. Caen escombros

e derrámase fariña de amaranto.

Agora que o tempo se dilata,
algo nos paraliza.
Deixamos que o desprezo
se torne barolo na lacena.
Gardamos baixo chave
as copas transparentes.


A casa medo

O MEDO alimenta-se

de uma quinoa obscura. Caem escombros

e derrama-se farinha de amaranto.

Agora que o tempo se dilata,
algo nos paralisa.
Deixamos que o desprezo
se transforme em mofo na banca.
Guardamos à chave
as taças transparentes.


Revisora da tradução para o Português: Sara I. Veiga
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