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Marie Menken, Arabesque for Kenneth Anger - The Culturium

Imagem: Marie Menken

Esther Ramón. Reses. Editorial Trea, 2008

 

Las tejedoras de la fábrica se acostaron bajo los telares, después de reforzar las puertas con algunas máquinas.

 

Los otros ganaderos le envidiaron las hermosas ovejas inglesas que habían cruzado con él el océano y que ahora pastaban.

 

Tenían víveres y se animaban unas a otras. La primera noche despertaron muchas veces, donde sólo había existido el día. Creían escuchar el sonido de un telar gigantesco, rozando el techo de hojalata como un gran insecto.

 

Entrecerraban los ojos para saborear aquella hierba larga, la lana se les rizaba con el aire nocturno, que amanecía blanqueado y suave.

 

El patrón acudió con hombres fuertes pero nadie fue capaz de romper la estructura.

 

Sus últimos ahorros en un hangar donde resguardarlas. Allí dormían y por la mañana él mismo apartaba las cadenas de la enorme puerta roja.

 

Para entretener las manos inventaban canciones, que salían en piezas cortadas por sus voces virtuosas. Los barcos se amontonaban en el puerto, aguardando los tejidos.

 

Los otros ganaderos le envidiaron las hermosas ovejas inglesas que habían cruzado con él el océano y que ahora pastaban.

 

“La Compañía Aseguradora firma un acuerdo con las fábricas locales”. Junto al titular una foto del grupo, de caras borrosas.

 

Quería a las ovejas satisfechas en su nueva tierra para así recoger cientos de huevos esponjosos, que iba a vender a un alto precio.

 

El patrón prendió fuego a su fábrica. Dentro cantaban y el saltamontes crujía entre las llamas.

 

Los otros ganaderos le envidiaron las hermosas ovejas inglesas que habían cruzado con él el océano y que ahora ardían en el hangar de puerta roja.

 

Era una inmensa alfombra que reunía en su dibujo los colores encerrados, las formas asfixiadas.

 

Aquel invierno corrimos desnudos sobre la nieve.


As tecedeiras da fábrica deitaram-se debaixo dos teares, depois de reforçar as portas com algumas máquinas.

 

Os outros criadores de gado invejaram-lhes as formosas ovelhas inglesas que tinham atravessado com ele o oceano e que agora pastavam.

 

Tinham víveres e animavam-se umas às outras. Na primeira noite acordaram muitas vezes, onde só tinha existido o dia. Acreditavam ouvir o som de um tear gigantesco, a roçar o teto de folha-de-flandres como um grande inseto.

 

Entrefechavam os olhos para saborear aquela erva comprida, a lã encaracolava-se-lhes com o ar noturno, que amanhecia branqueado e suave.

 

O patrão acudiu com homens fortes mas ninguém fui capaz de romper a estrutura.

 

As suas últimas poupanças num hangar onde resguardá-las. Ali dormiam e de manhã ele próprio separava as correntes da enorme porta vermelha.

 

Para entreter as mãos inventavam canções, que saíam em peças cortadas pelas suas vozes virtuosas. Os barcos amontoavam-se no cais, aguardando os tecidos.

 

Os outros criadores de gado invejaram-lhe as formosas ovelhas inglesas que tinham atravessado com ele o oceano e que agora pastavam.

 

“A Companhia de Seguros firma um acordo com as fábricas locais”. Junto do título uma foto do grupo, de rostos desfocados.

 

Queria as ovelhas satisfeitas na sua nova terra para assim recolher centenas de ovos esponjosos, que ia vender por um alto preço.

 

O patrão pegou fogo à sua fábrica. Dentro cantavam e o gafanhoto rangia entre as lapas.

 

Os outros criadores de gado invejaram-lhe as formosas ovelhas inglesas que tinham atravessado com ele o oceano e que agora ardiam no hangar de porta vermelha.

 

Era um imenso tapete que reunia no seu desenho as cores encerradas, as formas asfixiadas.

 

Naquele inverno corremos despidos sobre a neve.


Revisora da tradução para o Português: Sara I. Veiga
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