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Imagem: Io sono l’amore. Guadagnino

Sergio Espinosa.  Hacia la mudezKriller71, 2017.

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necesitamos una escena piensa en una nube un rayo continúa la caída tú gira pasar el puente visualizar el puente no elimina el cauce esta sequía has sido tú señor agarre mi muñeca escriba con mi mano esta carta de agradecimiento fuimos leves pero fuimos el recuerdo


dormir contigo es estar en todos tus encuentros ser de la guarida quien acecha todo sigue igual seguimos necesitando la comida como la comida necesita nuestro estómago somos en función de otros y corremos hacia tantas trampas entienda que la trampa es trampa solo si está oculta al toque se hace obstáculo aprendimos a cazar pero nunca a recibir la flecha en nuestro vientre no nos han herido pero buscamos tantas curas siempre tratando de impedir el daño tratando de impedir el daño la oscuridad nos ha traído hasta la aurora el comienzo no nos ha explicado nuestras historias aurora sin terminar


nosotros aurora nos hemos dado fin y solo aurora conoceremos el comienzo la pregunta aurora aurora aurora la sentencia quién es lo que nos une nos es desconocido mi comienzo fue contigo y quizás aurora eso sea lo único que nos separa giro esta sequía has sido tú un hombre de negro muerde las esquinas de una ciudad que se pudre desde los cimientos escupimos con una simultaneidad paranormal nace de nuestra saliva el río que lleva de vuelta a nuestras gargantas giro los semáforos desvelan por enésima vez mi silueta esculpida en el humo de las voces mapas cartográficos para anclarse en mi pecho puerto de palomas y de lápices este puente este giro esta sequía has sido tú


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precisamos de uma cena pensa em uma nuvem um raio continua a queda tu gira passar a ponte visualizar a ponte não elimina o leito esta seca foste tu senhor pegue no meu pulso escreva com a minha mão esta carta de agradecimento fomos leves mas fomos a recordação


dormir contigo é estar em todos os teus encontros ser da guarida quem espreita tudo continua igual continuamos a precisar da comida como a comida precisa do nosso estômago somos em função de outros e corremos cara tantas armadilhas entenda que a armadilha é armadilha só se estiver oculta ao tato faz-se obstáculo aprendemos a caçar mas nunca a receber a seta no nosso ventre não nos feriram mas procuramos tantas curas tratando sempre de impedir o dano tratando de impedir o dano a escuridão nos trouxe até à aurora o começo não nos explicou as nossas estórias aurora sem acabar


nós aurora nos demos fim e só aurora conheceremos o começo a pergunta aurora aurora aurora a sentença quem é o que nos une nos é desconhecido o meu começo foi contigo e quiçá aurora isso seja apenas o que nos separa viro esta seca foste tu um homem de preto morde as esquinas de uma cidade que apodrece a partir dos cimentos cuspimos com uma simultaneidade paranormal nasce da nossa saliva o rio que leva de volta às nossas gargantas volto os semáforos desvelam pela enésima vez a minha silhueta esculpida no fumo das vozes mapas cartográficos para se ancorar no meu peito cais de pombas e de lápis esta ponte esta volta esta seca foste tu


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necesitamos unha escena pensa nunha nube un lóstrego continúa a caída ti xira pasar a ponte visualizar a ponte non elimina o leito esta seca fuches ti señor agarre o meu pulso escriba coa miña man esta carta de agradecemento fomos leves mais fomos a lembranza


durmir contigo é estar en todos os teus encontros ser da guarida quen asexa todo sigue igual seguimos a necesitar a comida coma a comida necesita o noso estómago somos en función doutros e corremos cara tantas trampas entenda que a trampa é trampa só se está oculta ao toque faise obstáculo aprendemos a cazar mais nunca a recibir a frecha no noso ventre non nos feriron mais procuramos tantas curas sempre tratando de impedir o dano tratando de impedir o dano a escuridade tróuxonos até a aurora o comezo non nos explicaron as nosas historias aurora sen rematar


nós aurora démonos fin e só aurora coñeceremos o comezo a pregunta aurora aurora aurora a sentenza quen é o que nos une énos descoñecido o meu comezo foi contigo e quizais aurora iso sexa o único que nos separa xiro esta seca fuches ti un home de negro morde as esquinas dunha cidade que podrece dende os alicerces cuspimos cunha simultaneidade paranormal nace da nosa saliva o río que leva de volta as nosas gorxas xiro os semáforos desvelan por enésima vez a miña fasquía esculpida no fume das voces mapas cartográficos para ancorarse no meu peito porto de pombas e de lápices esta ponte este xiro esta seca fuches ti

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