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Miguel Ángel Curiel. Astillas. (Calambur, 2016)

REFLEXIONES A PIE DE MONTE

Triacastela, 16 de febrero de 2014

 

Mirlo,

ese es el pájaro.

Saltando

de un mundo a otro.

Los huesos negros

de la nieve…

Aunque se entable

una rica comunicación

entre animales y bosques,

árboles y aire, agua y piedras,

después hay que hablar solo,

comer solo,

andar solo…

 

Elige el vuelo

o ave,

vino o novia.

Ese negro del que sale

hilo blanco…

Mirlo que al

luchar con el instante,

va siempre

hacia el pasado.

Cupressus Semprevirens.


REFLEXÕES AO PÉ DO MONTE

Triacastela, 16 de fevereiro de 2014

 

Melro,

esse é o pássaro.

A saltar

de um mundo ao outro.

Os ossos pretos

da neve…

Ainda que se estabeleça

uma rica comunicação

entre animais e bosques,

árvores e ar, água e pedras,

depois é preciso falar sozinho,

comer sozinho,

andar sozinho…
Escolhe o voo

a ave,

vinho ou noiva.

Esse preto de que sai

fio branco…

Melro que ao

lutar com o instante,

vai sempre

contra o passado.

Cupressus Semprevirens.


REFLEXIÓNS A PÉ DE MONTE

Triacastela, 16 de febreiro de 2014

 

Merlo,

ese é o paxaro.

A saltar

dun mundo a outro.

Os ósos negros

da neve…

Aínda que se inicie

unha rica comunicación

entre animais e bosques,

árbores e aire, auga e pedras,

despois hai que falar só,

comer só,

andar só…

 

Elixe o voo

ou ave,

viño ou noiva.

Ese negro do que sae

fío branco…

Merlo que ao

loitar co instante,

vai sempre

cara o pasado.

Cupressus semprevirens.


Revisora da tradução para Português: Sara I. Veiga

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