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Imagem: ‘Криниця для спраглих’, Yuri Ilyenko

António Franco Aleixandre. A pequena face, incluído em POEMAS. (Assírio & Alvim, 1998)

 

quero viver o que me dizes, por exemplo

a cor precisa das cortinas,

a madeira que torna a água dura,

amanhecer nos campos do inverno.

 

sou a vítima, o resultado

de uma maneira de inclinar os ombros,

quero dizer a sombra

do teu silêncio,

 

acredito, sem razão que se veja, na definição

das ilhas, o número e o mapa,

as gemas tropicais,

 

venho encontrar-te para uma traição.

 


quiero vivir lo que me dices, por ejemplo

el color exacto de las cortinas,

la madera que el agua vuelve dura,

amanecer en los campos del invierno.

 

soy la víctima, el resultado

de una manera de inclinar los hombros,

quiero decir la sombra

de tu silencio,

 

creo, sin razón aparente, en la definición

de las islas, el número y el mapa,

las gemas tropicales,

 

he venido a encontrarte para una traición.

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