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Poemas de Luis Carballo e fotografías de Xoel Gómez


ADOLESCENCIA

 

Qué brío marginal en la blancura

el tópico indecente de algún sueño.

En los trópicos a ti te parece que la tierra se aprieta

el ecuador para meter barriga,

es la vanidad de nuestros padres

con el desacierto del trabajo

se esconde la propedéutica sin fin,

la nostalgia de quien somos.

Qué gramáticas nos infunde el sol

cuando nos desvanecemos

en los desacuerdos del sueño,

donde ahonda la respiración reptiliana del ateo

cuanta vejez guardamos para alimentar los años,

solo con audacia sigilosa,

iremos a abrir las puertas del derecho.


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ADOLESCÊNCIA

 

Que brio marginal na branquidão

o tópico indecente de algum sonho.

Nos trópicos tu achas que a terra aperta

o equador para encolher a barriga,

é a vaidade dos nossos pais

com o desacerto do trabalho

esconde-se a propedêutica sem fim,

a nostalgia de quem somos.

Que gramáticas nos infunde o sol

quando esvaecemos

nos desacordos do sonho,

onde some a respiração reptiliana do ateu

quanta velhice guardamos para alimentar os anos,

só com audácia sigilosa,

abriremos as portas do direito.


Revisora da tradução para português: Sara I. Veiga

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