Home

José Pinto. Chá para o nevoeiro. (Urutau, 2021)

Üsküdar

 

Fluxos entrópicos. Há tanto sem falar. Onde ficou, não deter. Do entorno, precisar quanto caminhamos para alguém. Numa despersonalização incendiada, a parede corroída torna-se resiliente, plena. Deixar o ar num ato de gentileza genuína, comprar tabaco, caderno, a seguir outro, na rua sombria. Compreender que se pode ser atingido pela espontaneidade, como planta. Na rebentação do tempo, esquecida, longínqua, fixou, obcecada, e encostou a energia. Respondi-lhe a isto, uma só nota à minha frente. Abandonou-se, enquanto esperava a vida alheia. Um pequeno germinar. Há de imperfeito no poluente, por exemplo, ruminar a vala da memória coletiva. Água e vaidade, erupções de luz intermitente de um poste a sustentar. Começou a tirar notas para lá dos olhos, consumidos, nomeou. Há em vida que não permite viver. Que utilidade tem o puro? Que é puro? Nessa incompletude, ia jurar que impressões da qualidade desse suceder podem ser observadas num craveiro em expansão. O que resta.


Üsküdar

 

Flujos entrópicos. Hay tanto por hablar. Donde permaneció, no detener. Del entorno, precisar cuánto caminamos para alguien. En una despersonalización incendiada, la pared corroída se vuelve resiliente, plena. Dejar el aire en un acto de gentileza genuina, comprar tabaco, libreta, después otra, en la calle sombría. Comprender que se puede ser alcanzado por la espontaneidad, como planta. En la detonación del tiempo, olvidada, distante, se clavó, obcecada, y se apartó la energía. Le respondí a esto, una sola nota ante mí. Se abandonó, mientras esperaba la vida ajena. Un pequeño germinar. Hay algo de imperfecto en el contaminante, por ejemplo, rumiar la acequia de la memoria colectiva. Agua y vanidad, erupciones de luz intermitente de un poste que sostener. Empezó lanzando notas más allá de los ojos, consumidos, nombró. Hay en vidas que no permiten vivir. ¿Qué utilidad tiene lo puro? ¿Qué es puro? En esa incompletitud, iba a jurar que impresiones de la ralea de ese suceder pueden ser observadas en un clavel en expansión. Lo que resta.


Üsküdar

 

Fluxos entrópicos. Hai tanto sen falar. Onde ficou, non deter. Do entorno, precisar canto camiñamos para alguén. Nunha despersonalización incendiada, a parede corroída tórnase resiliente, plena. Deixar o aire nun acto de xentileza xenuína, mercar tabaco, caderno, a seguir outro, na rúa sombría. Comprender que se pode ser alcanzado pola espontaneidade, como planta. No estouro do tempo, esquecida, afastada, chantouse, obcecada, e arrimouse a enerxía. Respondinlle a isto, unha soa nota á miña fronte. Abandonouse, en canto esperaba a vida allea. Un pequeno xermolar. Hai algo de imperfecto no poluinte, por exemplo, rumiar a gabia da memoria colectiva. Auga e vaidade, erupcións de luz intermitente dun poste a soster. Comezou a tirar notas para alá dos ollos, consumidos, nomeou. Hai en vida que non permite vivir. Que utilidade ten o puro? Que é puro? Nesa incompletitude, ía xurar que impresións das modalidades dese suceder poden ser observadas nun caravel en expansión. O que resta.

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s