Home

siamesa2

 

María Ramos. Siamesa (El Gaviero Ediciones, 2015)

 

O imenso medo só é imenso a partir das tuas cabeças, fazendo de ti o seu percurso, do teu espírito o seu canto. Nalgum lugar a criatura deseja abandonar o teu corpo para observar-te. Gerar, através da dor, silêncio. Não lhe abras os braços. Quando o fruto cai deve apodrecer antes de alimentar a terra.


El inmenso miedo sólo es inmenso a partir de tus cabezas, haciendo de ti su recorrido, de tu espíritu su canto. En algún lugar la criatura desea abandonar tu cuerpo para observarte. Generar, tras el dolor, silencio. No le abras los brazos. Cuando el fruto cae debe pudrirse antes de alimentar la tierra.


O inmenso medo só é inmenso a partir das túas cabezas, facendo de ti o seu percorrido, do teu espírito o seu canto. Nalgún lugar a criatura desexa abandonar o teu corpo para observarte. Xerar, trala dor, silencio. Non lle abras os brazos. Cando o froito cae debe podrecer antes de alimentar a terra.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s