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Foto: Cristina García Rodero

Ana Hatherly. 351 Tisanas. 1977. Quimera

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Estou diante da TV. Penso en ti. Vexo a miña rival absoluta – unha muller vulgar, de pernas curtas, peito plano. Nun close-up véxolle os ollos, o cabelo negro curto. Comprendo que a miña imaxe pode ser completamente obliterada por unha muller como esta, porque aquilo que eu teño e son até en exceso non conta absolutamente nada para ti. Porque na verdade non se ama nunca, só se desexa.

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Estoy delante de la tele. Pienso en ti. Veo a mi rival absoluta – una mujer vulgar, de piernas cortas, pecho plano. En un close-up le veo los ojos, el cabello negro corto. Comprendo que mi imagen puede ser completamente obliterada por una mujer como esta, porque aquello que yo tengo y soy hasta en exceso no cuenta absolutamente nada para ti. Porque en verdad no se ama nunca, sólo se desea.

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Estou diante da TV. Penso em ti. Vejo a minha rival absoluta – uma mulher vulgar, de pernas curtas, busto chato. Num close-up vejo-lhe os olhos, o cabelo preto curto. Compreendo que a minha imagem pode ser completamente obliterada por uma mulher como esta, porque aquilo que eu tenho e sou até em excesso não conta absolutamente nada para ti. Porque na verdade não se ama nunca, só se deseja.

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