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Imagem: Silver Heads. Yevgeny Yufit

Do Extermínio. Jaime Rocha. Relógio D’água. 1995
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El crimen de ese pájaro resurge. Se descubre en el

espejo que todas las flores son ahora de un plástico

frío. Los sonidos de las macetas atenúan el odio, pero abren

heridas. Es como si viese un hombre devorado

por el desierto. ¿De qué valen las sombras del cuerpo?

Las casas están colgadas como murciélagos.

Los ríos abren una única boca y solidifican.

Encima de los niños se coloca una rosa.

Y la ciudad estremece articulada por el viento

como si todo estuviese dentro de un molino.


45

O crime dese paxaro rexurde. Descóbrese no

espello que todas as flores son agora dun plástico

frío. Os sons dos vasos atenúan o odio, mais abren

feridas. É como se vise un home a ser devorado

polo deserto. De que valen as sombras do corpo?

As casas están penduradas como morcegos.

Os ríos abren unha única boca e solidifican.

Enriba dos cativos colócase unha rosa.

E a cidade estremécese articulada polo vento

coma se todo estivese dentro dun muíño.


45

O crime desse pássaro ressurge. Descobre-se no

espelho que todas as flores são agora de um plástico

frio. Os sons dos vasos atenuam o ódio, mas abrem

feridas. É como se visse um homem ser devorado

pelo deserto. De que valem as sombras do corpo?

As casas estão penduradas como morcegos.

Os rios abrem uma única boca e solidificam.

Em cima das crianças coloca-se uma rosa.

E a cidade estremece articulada pelo vento

como se tudo estivesse dentro de um moinho.

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