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Poemas de Luis Carballo e fotografías de Xoel Gómez

 


SONHO

 

Só o sonho nos dá a pertença

Cardinalidade neta,

substancialismo, talvez emergência

do inerte que some na terra.

Ah!, estudar a vida, as suas leis,

míopes sempre, porque a vida

não é a mesma coisa que estar vivo.

Um coração sem batimento, taxonomia,

diagrama de perdida semântica, inútil

sintaxe. Como é que a carne jovem se torna

em segundos carniça?

A seiva sem madeira é névoa,

longa névoa sem fundo,

os pontos fugados de um horizonte

prisional dos propósitos.

Língua de caligem para as murchas ausências,

Rufos nos olhos, o pestanejo

Fuzilado no paredão do Ego.


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SUEÑO

 

Solo el sueño nos da la pertenencia

Cardinalidad neta,

sustancialismo, quizás emergencia

de lo inerte que se hunde en la tierra.

Ah!, estudiar la vida, sus leyes,

miopes siempre, porque la vida

no es lo mismo que estar vivo.

Un corazón sin latido, taxonomía,

diagrama de perdida semántica, inútil

sintaxis. ¿Cómo la carne joven se convierte

en segundos en carroña?.

La savia sin madera es niebla,

larga niebla sin fondo,

los puntos fugados de un horizonte

carcelario de los propósitos.

Lengua de calima para las mustias ausencias,

Redobles en los ojos, al parpadeo

Fusilado en el paredón del Ego.


Revisora da tradução para português: Sara I. Veiga

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