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Marion_Elisabeth_Adnams,_oil_on_board,_1945

Imagem: Mariom Elisabeth Adams

Xela Arias(1962-2003). Intempériome Espiral Maior, 2003. Incluído en Poesía Reunida, (1982-2004).Xerais, 2018.

 

Tal couza na estructura do edificio
destruí-lo noxo,

o que te anoxa.

Coma un fío de auga quixeras atravesalo todo,

regato

nos cons de illa ben dotada.


Unha copa. un fresco o cine.
Un cigarro alabarado,
os pés na area.
Parece que perdura sabéreste así queda,

e asúme-la bendita expresión.
Mata-lo tempo.

O tempo…

¡que se perda!

maino, diante nosa.


De certo, a vida ía en serio.

Por iso morrer non conta

números.

Eras moza,
cómplice nunha derrota que non

sumabas. Feliz por terte insomne

por inmortal.

Xa temos cadáveres amigos

e coñecidos,

sabemos da morte o legado inútil.

Pero ique ridículo! ¿non?,

abraza-lo feito feliz de xa medrar

-camiñar ás aforas-
en tempos asepticamente tan
Alienados.


Tal caruncho na estrutura do prédio

destruir o nojo,

o que te aborrece.

Como um fio de água quiseras atravessar tudo,

regato

nos eixos de ilha bem dotada.


Um copo. um fresco o cinema.
Um cigarro flamejante,
os pés na areia.
Parece que perdura saberes-te assim quieta,

e assumes a bendita expressão.
Matar o tempo.

O tempo…

que se perca!

mole, diante de nós.


Com certeza, a vida era a sério.

Por isso morrer não conta

números.

Eras menina,
cúmplice numa derrota que não

somavas. Feliz por ter-te insone

por imortal.           

Já temos cadáveres amigos

e conhecidos,

sabemos da morte o legado inútil.

Mas, que ridículo!, não?,

Abraçar o facto feliz de já crescer

-caminhar na periferia-
em tempos asseticamente tão
Alienados. 


Tal carcoma en la estructura del edificio
destruir el asco,

lo que te enoja.

Como un hilo de agua quisiste atravesarlo todo,

riachuelo

en peñones de isla bien dotada.


Una copa. un fresco el cine.
Un cigarro encendido,
los pies en la arena.
Parece que perdura que te sepas así quieta,

y asumes la bendita expresión.
Matar el tiempo.

El tiempo…

¡que se pierda!

manso, ante nosotros.


Es cierto, que la vida iba en serio.

Por eso morir no cuenta

números.

Eras chica,
cómplice en una derrota que no

sumabas. Feliz por tenerte insomne

por inmortal.

ya tenemos cadáveres amigos

y conocidos,

sabemos de la muerte el legado inútil.

Pero iqué ridículo! ¿no?,

Abrazarlo hecho feliz de ya crecer

-caminar a las afueras-
en tiempos asépticamente tan
alienados.


 

Revisora da tradução para português: Sara I. Veiga

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