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Poemas de Luis Carballo e fotografías de Xoel Gómez

MÁCULA

 

Nos conformamos en la mancha

se dispersa en desbandada con los vuelos

anclados en la ceniza del hielo,

con las alas dispersas que desdibujan

el aire y boquea en el ruido.

Levantar el vuelo difuminando lo sucio

la potestad vaginal

el prematuro concilio de las huellas que dejamos

cuando todavía no nos hemos movido.

Esperanzas moribundas, enfermas por contagio,

desechados preámbulos,

preludios que prosperan desengañados,

difuminado estertor, en el acrílico de los ojos

entonces convulso sagrario,

presentimiento y culpa,

preludios con nombre de pila

maquillaje de benzeno

nariz de payaso.


 

Sin título-5 copia

 


MÁCULA

 

Conformamo-nos na nódoa

dispersa-se em debandada com os voos

ancorados na cinza do gelo,

com as aças dispersas que apagam

o ar e boqueia no ruído.

Alçar o voo esfumando o sujo

a potestade vaginal

o prematuro concílio das pegadas que deixamos

quando ainda não nos movemos.

Esperanças moribundas, enfermas por contágio,

desbotados preâmbulos,

prelúdios que prosperam desapontados,

esfumado estertor, no acrílico dos olhos

para então convulso sacrário,

pressentimento e culpa,

prelúdios com primeiro nome

maquilhagem de benzeno

nariz de palhaço.


Revisora da tradução para português: Sara I. Veiga

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